Qual é o melhor país para comprar equipamento de impressão?

Julho 13, 2025by Sergiusz Woropaj

Muitos clientes — especialmente do Cáucaso e da Ásia Central — frequentemente fazem-me a mesma pergunta: Qual é o melhor país para comprar equipamentos de impressão usados? E cada um deles quer comprar uma máquina de impressão da… Alemanha, é claro!

É uma preocupação lógica. Afinal, máquinas de impressão são um grande investimento, e todos querem obter o máximo valor pelo seu dinheiro. Mas a verdade é que não há uma resposta definitiva. Já vi máquinas excelentes vindas de África e outras completamente gastas vindas da Alemanha. Não existe uma fórmula mágica. O país de origem é apenas um fator, e não o mais importante.

Dito isto, é justo dizer que os equipamentos mais fiáveis geralmente vêm de países desenvolvidos, onde as empresas de impressão beneficiam de suporte técnico regular e manutenção oficial. Quando um país tem revendedores autorizados de marcas como Heidelberg, Komori ou Manroland, juntamente com armazéns locais de peças sobressalentes e engenheiros de manutenção treinados, as máquinas tendem a ser melhor mantidas e a durar mais tempo. O acesso à entrega rápida de peças é especialmente crítico — mesmo a melhor máquina acabará por precisar de substituições, e o tempo de inatividade pode ser muito caro.

Origem alemã não significa bom tratamento

Os clientes muitas vezes assumem que “equipamento alemão” significa automaticamente qualidade. Afinal, a maioria das impressoras é fabricada na Alemanha. Mas essa suposição é enganosa. Sim, a máquina pode ter sido fabricada na Alemanha — mas o que realmente importa é como ela foi usada. Em uma gráfica, o mesmo modelo pode ser meticulosamente mantido, limpo regularmente e operado dentro de parâmetros ideais. Em outra, ele pode ser negligenciado e forçado além de seus limites — levando a desgaste prematuro e problemas de desempenho.

Um dos fatores mais subestimados é o humano. A forma como uma máquina é tratada pelo operador é mais importante do que a sua localização. Um operador qualificado e cuidadoso, que segue rotinas de manutenção adequadas, pode preservar até mesmo uma impressora com 20 anos em excelentes condições. Por outro lado, um manuseamento descuidado pode arruinar uma máquina nova em apenas alguns anos.

A mudança é sempre estressante

Outro aspeto importante é como a máquina é retirada de produção. Quem a desmonta? Como é armazenada e transportada? Às vezes, o processo de transporte causa mais danos do que anos de operação. Portanto, é essencial não apenas saber o país de origem, mas também avaliar quem é responsável pela remoção, como é embalada e quem fará a instalação e o comissionamento.

Em suma, o país pode ser um indicador útil, mas não é um critério de tomada de decisão. Se estiver a trabalhar com um serviço de inspeção profissional que testa a máquina, verifica o seu desgaste e fornece um relatório técnico honesto, a geografia torna-se menos relevante. Existem máquinas que funcionam há décadas na Europa Oriental ou na Guatemala e ainda produzem resultados excelentes. E depois há outras de países da Europa Central que ficam irreparáveis após apenas alguns anos.

Abertura da economia

Um dos fatores alarmantes é sempre a presença de direitos aduaneiros sobre peças sobressalentes no país. A questão principal é a rapidez com que o revendedor local pode entregar a peça sobressalente no local da avaria. Se a peça sobressalente for entregue em um dia, mas o desembaraço aduaneiro levar de três a quatro dias, o proprietário da máquina fará todos os esforços para repará-la usando métodos improvisados. Como resultado dessas manipulações, a máquina de impressão acaba por se transformar num monstro com muitas peças caseiras e reparações feitas com fita isolante e um ferro de soldar.

A conclusão é simples: concentre-se na máquina específica, na sua condição e no seu histórico — não apenas no país de origem. E se quiser minimizar o risco, contrate um especialista que possa detectar falhas ocultas e fornecer uma avaliação clara. É exatamente isso que fazemos.

 

Pressinspection.com | Sergiusz Woropaj

Sergiusz Woropaj

More than 35 years of experience in offset sheetfed printing and marketing. After practising at printing companies, he received a higher education at the Moscow State University of Printing. He was directly involved in bringing to the CIS market such companies as Heidelberger Druckmaschinen Osteuropa (Austria), Boettcher (Germany), ROEPA (France), as well as a number of printing houses of different sizes and directions.